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1º Capitulo de Winter´s Night Magic - Sufocado



João Guilherme Silva - Roteiro
Daniel Santos - Desenho

Estava frio e muito chuvoso naquela sexta feira. Uma chuva tão forte ao ponto de criar uma densa neblina, o que tornava impossível ver além de poucos metros. Eu havia sido incumbido de organizar a festa de Halloween deste ano, o que necessitava uma estressante energia extra.

- Bom trabalho pessoal. Por hoje já é o suficiente. Adiantamos bem a decoração. E não quero ser responsabilizado caso caia a nota de vocês.

-Isso foi realmente cansativo. Mas é gratificante ver o resultado final Mür-senpai – disse com muito entusiasmo Yukie Nakagawa. Aluna muito aplicada e até certo ponto bonitinha.

- Pare de me chamar de senpai! Ignorando o fato que não estamos no Japão, isso me faz parecer muito mais velho que você – respondi eu com a voz carregada de despreocupação, quase como um sussurro.

- Certo. Já estou pegando minhas coisas e saindo. Não vá ficar se esforçando demais. Senão serão as suas notas a cair.

- Não pretendo deixar que isto ocorra. – Falei eu com mais uma vez com um tom de descaso.
- Nesse caso não deixe de sonhar comigo – Brincou ela enquanto saia pela porta.
Realmente aquela seria uma noite complicada. Com a chuva que estava caindo teria sorte se chegasse em casa na hora da janta e mesmo que por alguma interseção divina eu conseguisse me encontraria ensopado.

Tranquei todas as portas do salão e apaguei as luzes. Juntei todos os meus pertences e coloquei no armário os que não iria utilizar aquele final de semana. Seria problemático se meus livros e cadernos ficassem estragados devido a água. Foi então que fechei a ultima porta e sai. Logo notei que não havia guardas ali. Suspirei um longo segundo sobre se algo não caísse sobre minas costas. Pois ninguém naquele local poderia argumentar ao meu favor.

Como estava atrasado joguei o capús da blusa sobre minha cabeça e disparei em direção ao portão. Estava decido a correr o máximo que pudesse, mesmo que isso significasse tomar mais chuva. Sai pelo portão principal e continuei correndo. Minha casa ficava há 20 minutos a pé dali. Então devia ser capaz de fazer em 10-15 minutos o trajeto. Quanto mais eu me esgueirava pelos toldos de lojas e outras partes cobertas, aumentava ainda mais minha sensação de que a chuva só piorara. Como chegar a casa no menor tempo possível para mim era o que importava, resolvi pegar um atalho passando por um barranco que ligava duas ruas. Ele era estreito e de certa forma perigoso. Mesmo assim fechei os olhos e corri ainda mais ao passar por ele.

Quando me encontrava a frente da metade do estreito barranco aconteceu a o fato que mudaria minha vida para sempre. Penso agora que se não estivesse com aquela pressa, hoje sem sombra de dúvidas alguma eu estaria fazendo qualquer coisa normal que os jovens fazem. Indo a festas, enchendo a cara, pegando menininhas...apenas curtindo a vida de uma forma natural sem muitas preocupações. Mas definitivamente seria curioso ver o que eu vejo hoje e saber o que eu sei. E acima de tudo fazer o que faço.
O barranco cedeu. A chuva havia tornado fatal a minha estupidez de tentar atravessar algo instável como aquilo de uma forma despreocupada. Rolei o barranco junto com pedras, mato e barro. E por fim depois de me ralar todo cai de uma altura de dois metros na pista que ficava embaixo dele. Minhas costas acertaram o asfalto em cheio, fazendo um som de estalo, provavelmente algumas costelas tinham sido trincadas e quebradas. Doíam tanto que precisei de uma quantidade de concentração para não soltar um urro de dor. Meus braços estavam bem ralados e no esquerdo um corte de uns cinco centímetros me deixou apavorado. Ele era fundo e o sangue fluía livremente por ele.

Tentei me mover procurando ver se conseguia sair dali, mas era inútil. Meu corpo estava machucado demais para executar qualquer ação que eu o mandasse realizar. O vapor da chuva e a água que caia tornavam tudo pior. Afinal eu caíra na pista e mais cedo ou mais tarde um carro iria me atropelar. Mal esse pensamento passou pelo meu cérebro e feito. Do meio da neblina avistei dois pontos de luzes que vinham na minha direção. Eu não conseguiria avisá-lo de que estava ali e tão pouco ele me perceberia antes passar com as quatro rodas. Era isso. À medida que o veículo se aproximava mais e mais pensamentos enchiam minha mente. Todos buscando alternativas de saídas. Mas o carro era rápido e se aproximava vários metros no intervalo de cada pensamento que deviam durar um segundo. De repente minha mente expulsou quaisquer pensamentos. Ficou livre. Quieta. Tranqüila. Será que é assim quando a morte vem te buscar? Ela retira todas as suas dúvidas e incertezas, medos e frustrações e te deixa muito mais confortável com tudo aquilo?

Cada respiração levava uma eternidade para ser completada. As batidas cardíacas eram fáceis de serem contadas, sentia uma tão distante da outra. Quando o veículo chegou perto o bastante para que eu pudesse ver a face do meu assassino, todas as expectativas de sobreviver acabaram. Um grande caminhão surgiu por dentre a chuva e a neblina.

Então o tempo congelou de uma só vez. Tudo parou e os segundos que custavam a passar já não passavam mais. Até as gotas de chuva não mais tocavam o solo ou meu rosto. A única coisa que parecia se mover, mesmo numa freqüência muito baixa, era o caminhão. E a cada segundo a luz de seus faróis ofuscavam minha visão. Do nada tudo voltou a se mover quando o caminhão atingiu uns dez metros de distância de mim. E dessa vez parecia ao contrário. Estava rápido demais, muito acima da velocidade normal. Já podia ouvir as rodas raspando no asfalto e o ronco do motor. Tudo ficou tão claro e logo tudo escuro. Entendo a luz da existência foi apagada.

O som da buzina do caminhão me fez abrir os olhos. Vi ele passar do meu lado e por mais estranho parecia que ele havia errado por uns bons 3 metros. O que era impossível, pois a pista era de duas faixas e eu tinha caído bem entre elas. Não teria tanto espaço entre uma e outra. E o caminhão seguiu seu curso, não parou. Foi então que percebi. Alguém estava ao meu lado. Uma mulher. Uma adolescente também pela altura. E eu estava no acostamento da pista. Do outro lado da mureta de proteção.
-Não se mecha e nem fale. Seu corpo já foi muito danificado. Será melhor não forçá-lo. – Falou uma voz sem muita expressão nela.

- Eu estou vivo? – Precisei confirmar se ainda pertencia ao mundo dos vivos.
- Se pretende continuar é melhor parar de falar, ou logo não estará. – Repetiu a voz ainda sem expressão.

Comecei a olhar por toda a parte do meu corpo que podia ver com os movimentos limitados do meu pescoço procurando que tipo de ferimentos novos eu teria. Nada. Eu estava do mesmo modo de quando havia caído do barranco. Rapidamente olhei para a menina ao meu lado. Os meus conflitos internos de um minuto atrás haviam desaparecido por completo. Quem seria ela e como ela me salvara eram as respostas que eu queria naquele momentos. De relance vi o braço dela de uma forma monstruosa. Descomunal. Desumano. Era grande e com dedos longos e pontudos e a pele parecia ser de algum tipo de couro grosso e resistente. Quando ela percebeu que encarava seu braço ela o colocou para trás e voltou com um celular na mão, que agora não tinha nada de anormal. Um braço comum.

- Preciso chamar uma ambulância para te atender. No estado que você está precisa de atendimento imediato. – Novamente a voz de minha suposta salvadora era sem vida.
Com toda a força que consegui acumular no braço esquerdo segurei a mão dela impedindo que começasse a ligar e puxei para que pudesse enxergar seu rosto. Definitivamente meus olhos me enganavam. Aquela menina era uma colega de classe. Na verdade uma tão discreta e reservada que ninguém dava por sua presença.
- Sara?! – Foi a ultima coisa que me lembro de ter dito antes de apagar. E enquanto minha consciência desaparecia lentamente uma chama de certeza queimou. Eu precisava saber o que acontecera. Eu precisava de respostas.


Fim do 1º Capitulo.

5 comentários:

Anônimo disse... 『Responder esse comentário』 9 de março de 2011 18:12

ué???
cade os desenhos??

Anônimo disse... 『Responder esse comentário』 10 de março de 2011 06:27

achei muito fraca a historia!!

Anônimo disse... 『Responder esse comentário』 10 de março de 2011 07:50

o ser humano isso é um site de MANGA eu nun to afim de ler texto naum!!

gi fujimoto disse... 『Responder esse comentário』 10 de março de 2011 07:58

o unico desenho ta bom..mais isso é um site de mangás nao de fanfics!!!
vou ler a hist depois!!...
começa a desenha isso ae ,seus desenhos sao bons!

Anônimo disse... 『Responder esse comentário』 10 de março de 2011 13:18

pow! ninguem aqui ja ouviu falar de light novel, livro ilustrado, etc? num e fanfic nao

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